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Enquanto o mundo apodrece , o Norte faz barulho!
Antiga Roll e Dpeids unem forças em split com criticas, ironia e espirito underground direto de Manaus.
Por DINOBOY
Publicado em 03/03/2026 10:19 • Atualizado 03/03/2026 10:20
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O underground do Norte do Brasil acaba de soltar um grito alto e necessário. As amazonenses **Antiga Roll** e **Dpeids** uniram forças no split “Enquanto o Mundo Apodrece”, lançado nesta sexta-feira (27), trazendo 13 faixas que são, ao mesmo tempo, descarga emocional, crítica ácida e celebração da amizade construída na estrada.

 

O trabalho junta dois EPs que vinham sendo gestados separadamente: “Enquanto o Mundo Envelhece”, da Antiga Roll, e “Todo Mundo É Santo no Domingo”, da Dpeids. Mas aqui não tem divisão — é soma, é coletivo, é cena pulsando em Manaus. A parceria é fruto de mais de 15 anos dividindo palcos, ideias e organização de movimento. As bandas também estão por trás do festival Mama Rock, que desde 2013 movimenta cidades do Norte, além da Mama Records, selo e produtora que fortalece a cena local e assina o lançamento digital do split.

 

E vem mais por aí: “Enquanto o Mundo Apodrece” ganha versão em vinil 12” em junho, numa parceria com a Neves Records. Porque disco que nasce com alma pede pra girar na agulha.

 

O clima do álbum? Caos com consciência. Ironia com atitude. Segundo Carlos Castilho, da Dpeids, as letras passeiam pelas contradições do Brasil, cutucam o conservadorismo hipócrita e ainda encontram espaço pra falar de vivências, paixões, cachaça e skate. Já Nick Yamane, da Antiga Roll, reforça que o disco também tem leveza — às vezes nostálgico, às vezes só um exercício de liberdade e expurgo do estresse cotidiano. Sem peso professoral. Sem pose. Só verdade.

 

Entre os destaques, “Agora”, da Antiga Roll, mergulha nos encontros e desencontros da vida, na passagem do tempo e nas marcas que ele deixa. É sobre crescer, lidar com ausência e encarar o vazio que fica quando alguém importante já não está mais ali. Forte e sensível na medida certa.

 

Do lado da Dpeids, “Todo Mundo É Santo no Domingo” é direta: fala sobre a hipocrisia de quem posa de exemplo moral, mas vive o oposto no dia a dia. A banda deixa claro que não compõe para parecer certa — compõe para provocar, rir, incomodar e cutucar o que considera errado. E isso é rock na essência.

 

Disponível nas plataformas digitais e com shows previstos para o segundo semestre, o split é mais que lançamento: é manifesto sonoro vindo do Norte, mostrando que a cena é forte, articulada e cheia de personalidade.

 

Enquanto o mundo apodrece… o rock resiste. ⚡

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