A cena independente alemã continua revelando bandas que encontram no rock espaço para desenvolver sua própria identidade. Entre esses nomes está a Curly Cary, grupo de Biberach, no sul da Alemanha, que transita entre o hard rock, o indie rock e o punk, combinando riffs intensos com melodias de forte apelo.
A trajetória da banda começou a tomar forma em janeiro de 2025, quando seus integrantes passaram a ensaiar juntos. Alguns meses depois, em 10 de agosto daquele ano, a Curly Cary participou de uma apresentação ao ar livre organizada pela Biberacher Musiknacht, evento cultural da cidade. A cobertura publicada pela organização registrou a formação do grupo e destacou a presença de composições próprias no repertório.
Na formação identificada pela reportagem, Carla Fleischer assume os vocais, David Schreier toca guitarra solo, Vanessa Schrode fica responsável pelo baixo e Dio Lämmle pela bateria. O boletim municipal de Eberhardzell, publicado em agosto de 2025, também apresenta os integrantes e suas funções.
Durante aquela apresentação, a banda combinou músicas próprias com versões de clássicos como “Paranoid”, do Black Sabbath, e “Take Me to the Top”, do Mötley Crüe. A escolha mostra uma conexão com diferentes vertentes do hard rock e do heavy metal, enquanto as composições próprias apontam para o desenvolvimento de um repertório que vai além das releituras.
“Ashes”: encontrar um caminho depois das cinzas
Em “Ashes”, a Curly Cary aborda um tema universal: a possibilidade de recomeçar quando tudo parece perdido.
Segundo a apresentação enviada pela própria banda, a faixa retrata o enfrentamento de conflitos internos, o momento de chegar ao limite e a descoberta de que ainda existe um caminho para reconstruir a própria vida. As cinzas funcionam como metáfora para esse processo de transformação — uma imagem que conecta a dor à possibilidade de renascimento.
Musicalmente, o grupo descreve a canção como uma combinação de guitarras marcantes, refrões expansivos e emoção direta, características associadas à proposta de um hard rock contemporâneo. A intenção é unir energia instrumental e profundidade temática, fazendo com que a mensagem de perseverança acompanhe a força da música.
Mais do que tratar de momentos difíceis, “Ashes” procura destacar a possibilidade de seguir em frente e reconstruir o que parecia perdido.
“Pinky” também faz parte da história da banda
“Pinky” é outra composição própria da Curly Cary com registro público. A música foi citada na reportagem da Biberacher Musiknacht entre as faixas apresentadas pelo grupo durante o show de agosto de 2025.
Esse registro ajuda a contextualizar a canção dentro do repertório da banda, embora ainda não existam informações públicas suficientes para detalhar seu significado, processo de composição ou data de lançamento. Por isso, a faixa merece ser apresentada como parte do trabalho musical do grupo, sem atribuir a ela uma história que não foi confirmada.
Na programação da SSROCK, “Pinky” e “Ashes” oferecem ao público duas oportunidades de conhecer a Curly Cary e acompanhar o trabalho de uma banda que vem desenvolvendo suas próprias músicas dentro da cena independente alemã.
Uma descoberta da cena independente alemã
Com referências que atravessam hard rock, indie rock e punk, a Curly Cary representa um dos muitos caminhos pelos quais o rock continua se renovando fora dos grandes centros da indústria musical.
Os registros de suas apresentações mostram uma banda que combina referências conhecidas do gênero com material próprio. Já “Ashes” apresenta uma proposta temática centrada na superação, enquanto “Pinky” integra o repertório autoral documentado ao vivo.
A trajetória do grupo ainda está em construção, e acompanhar seus próximos passos será uma oportunidade de observar como essa identidade musical vai evoluir.
Na SSROCK, descobrir artistas de diferentes países também faz parte da experiência de ouvir rock: conhecer novas cenas, explorar sonoridades e abrir espaço para bandas que merecem chegar a mais ouvintes.
“Ashes” e “Pinky”, da Curly Cary, estão rodando na programação da SSROCK — a rádio rock da Região dos Lagos.
Curadoria Editorial SSROCK — música, cena e cultura rock, conectando Saquarema a artistas de diferentes partes do mundo.