Uma nova fase começa para Eric Bê e o Avesso do Avesso. E ela chega acompanhada de uma personagem que poderia existir em qualquer cidade brasileira.
“Tereze” apresenta um rock intenso e melódico, construído sobre guitarras marcantes, a presença do violino e uma narrativa que coloca no centro uma questão simples, mas ainda profundamente necessária: o direito de ser quem se é sem precisar caber nas expectativas dos outros.
Tereze é uma mulher brasileira. Criada dentro da igreja, trabalhadora e acostumada à rotina de quem precisa enfrentar diariamente as dificuldades da vida urbana. Entre o trabalho, o transporte público e os episódios de assédio que fazem parte da realidade de tantas mulheres, ela também encontra seus momentos de liberdade — como aproveitar a praia antes de começar o expediente.
É justamente essa combinação entre cotidiano e desejo de liberdade que dá personalidade à música.
A personagem não é construída como uma figura distante ou idealizada. Ela representa mulheres reais, que trabalham, enfrentam julgamentos, atravessam a cidade, carregam suas próprias histórias e, ainda assim, encontram maneiras de preservar aquilo que são.
⚡ “Tereze” nasce desse conflito: quem a sociedade espera que uma mulher seja e quem ela realmente quer ser.
O rock aparece como a linguagem perfeita para essa narrativa. As guitarras conduzem a faixa com intensidade, enquanto o violino acrescenta uma camada melódica e emocional que amplia a história. O resultado é uma música que consegue ser pesada sem abrir mão da sensibilidade.
E existe algo especialmente interessante na construção da personagem: Tereze não precisa abandonar suas origens para conquistar liberdade.
Ela pode ter sido criada na igreja. Pode ser trabalhadora. Pode pegar transporte público. Pode enfrentar assédio. Pode gostar da praia.
E ainda assim pode simplesmente ser Tereze.
É essa liberdade que a música coloca em primeiro plano.
Uma nova fase
A chegada de “Tereze” também representa oficialmente uma nova etapa na trajetória de Eric Bê e o Avesso do Avesso. A faixa apresenta uma identidade que combina rock melódico, narrativa cotidiana e elementos instrumentais que ajudam a criar uma assinatura própria.
Mais do que contar a história de uma personagem, a música abre espaço para uma reflexão sobre quantas outras Terezes existem por aí — mulheres que vivem entre expectativas, julgamentos e pequenas batalhas diárias, mas que continuam buscando seus próprios espaços de liberdade.
No fim, “Tereze” não fala apenas sobre uma mulher.
Fala sobre o direito de não precisar pedir autorização para existir do jeito que se é.
Eric Bê e Avesso do Avesso — “Tereze” — na programação da SSROCK.
Um novo capítulo começa. E ele chega com guitarras, violino e uma história que poderia ser a de muita gente.