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Antibiose: o peso do nu metal encontra a percussão baiana em “Pele Basalto”!
Direto de Salvador, banda une guitarras pesadas, ritmos afro-baianos e experiências reais em seu primeiro single, uma obra que aborda racismo e violência policial.
Por Marcelo "DINOBOY"
Publicado em 28/10/2026 07:09
NOTÍCIAS

O rock também é território de identidade, memória e expressão cultural. Em Salvador, a Antibiose constrói sua sonoridade a partir desse encontro, aproximando o peso do nu metal da força percussiva da música afro-baiana. O resultado é uma proposta que conecta referências internacionais à realidade de onde a banda vem.

No dia 23 de outubro de 2026, o grupo lançou “Pele Basalto”, primeiro single e faixa-título de seu álbum de estreia. A música aborda o racismo e a violência policial a partir de experiências reais vividas por seus integrantes, colocando questões sociais no centro de uma composição marcada por riffs intensos, vocais agressivos e percussão baiana.

Salvador no centro da sonoridade

Formada por cinco músicos, a Antibiose aproxima referências como Sepultura, Korn, Slipknot e Ill Niño de nomes fundamentais da música afro-baiana, como Ilê Aiyê, Timbalada e Olodum.

Essa combinação não se limita à mistura de estilos. As guitarras e os grooves da percussão dividem espaço em uma sonoridade que carrega a origem soteropolitana do grupo. O nu metal funciona como ponto de encontro entre linguagens diferentes, enquanto a percussão acrescenta elementos ligados à cultura musical da Bahia.

A identidade da Antibiose nasce justamente desse diálogo: uma banda que utiliza referências do metal contemporâneo sem deixar de olhar para o território, as vivências e as manifestações culturais que fazem parte de sua formação.

“Pele Basalto”: música e realidade social

Em seu primeiro single, a banda direciona essa identidade para temas que atravessam a vida de seus integrantes. “Pele Basalto” aborda racismo e violência policial, transformando experiências reais em matéria para a expressão musical.

A escolha reforça uma característica importante da proposta do grupo: as letras não se limitam a narrativas abstratas. Elas partem de questões sociais e raciais e de situações do cotidiano, conectando a música às experiências de quem a compõe.

Nesse contexto, o peso instrumental e a intensidade vocal fazem parte de uma linguagem que busca expressar a dimensão dessas vivências. A faixa apresenta o universo que a Antibiose pretende desenvolver ao longo de seu primeiro álbum.

Ancestralidade e estética futurista no videoclipe

O lançamento também conta com um videoclipe que amplia a proposta de “Pele Basalto” por meio de uma narrativa visual centrada na ancestralidade africana e na afirmação da identidade negra.

A produção utiliza pinturas corporais com tinta neon, dança e nudez artística para explorar o corpo negro como símbolo de resistência, pertencimento e memória ancestral. A estética aproxima referências ancestrais de elementos futuristas, criando um contraste entre herança cultural e novas formas de expressão.

A dimensão visual acompanha, assim, a proposta musical da Antibiose: reunir diferentes tempos, linguagens e referências em uma obra conectada à identidade de seus integrantes.

Um primeiro passo para o álbum de estreia

“Pele Basalto” abre a apresentação do primeiro álbum da banda. O projeto será disponibilizado gradativamente nas plataformas digitais e no canal oficial da Antibiose no YouTube, com pelo menos outros três singles previstos antes da chegada do disco completo.

A estratégia permite que o público conheça o repertório em etapas, acompanhando o desenvolvimento da identidade musical e conceitual do grupo.

A formação reúne Valter Head nos vocais, Salatiel Regis na guitarra, Breno Lima no baixo, Luan Cardoso na bateria e Geovane Ornellas na percussão.

Vinda de Salvador, a Antibiose apresenta uma proposta que aproxima o nu metal de referências afro-baianas e coloca experiências sociais no centro de sua expressão. Com “Pele Basalto”, a banda inicia uma trajetória em que peso, território e identidade cultural caminham juntos.

Para a SSROCK, acompanhar movimentos como esse também significa olhar para além das fronteiras mais conhecidas do rock: descobrir artistas, reconhecer cenas e dar visibilidade a diferentes caminhos que a música pesada pode percorrer.

Curadoria Editorial SSROCK — Cena, estrada e movimento. A rádio que acompanha e fortalece o rock na Região dos Lagos.

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